A asma alérgica é a forma mais comum da condição e representa a maior parte dos casos diagnosticados na infância e na adolescência. Nela, os mesmos alérgenos que causam espirros e coriza alcançam os brônquios e desencadeiam inflamação, estreitamento das vias aéreas e falta de ar.
Rinite e asma fazem parte do mesmo processo inflamatório da via aérea. Quem convive com rinite alérgica persistente tem risco aumentado de desenvolver asma, e o controle adequado do nariz influencia diretamente o controle do pulmão.
O que acontece nos brônquios?
Diante do contato com o alérgeno, os anticorpos IgE presentes na mucosa brônquica ativam mastócitos e desencadeiam a liberação de histamina, leucotrienos e outros mediadores.
Três fenômenos acontecem quase ao mesmo tempo:
- contração da musculatura lisa que envolve os brônquios, chamada broncoespasmo;
- inchaço da mucosa que reveste as vias aéreas;
- aumento da produção de muco espesso, que obstrui os brônquios de menor calibre.
O resultado é a redução do calibre das vias aéreas e a dificuldade para expirar o ar.
A inflamação que permanece entre as crises
A asma continua ativa mesmo em períodos sem sintomas. A inflamação crônica mantém os brônquios hiper-responsivos, prontos para reagir a estímulos mínimos, e com o tempo pode levar ao remodelamento da parede brônquica, com perda permanente de função pulmonar.
Essa característica explica por que o tratamento de manutenção segue durante os períodos de bem-estar.
Sinais e sintomas da asma alérgica
O quadro clássico combina:
- falta de ar, com dificuldade maior para soltar o ar do que para puxar;
- chiado no peito, mais audível na expiração;
- tosse seca persistente, comum à noite e ao amanhecer;
- sensação de aperto ou peso no tórax;
- cansaço aos esforços habituais, como subir escadas;
- despertares noturnos por tosse ou falta de ar.
Em crianças, a tosse noturna prolongada e o cansaço durante brincadeiras costumam ser as primeiras manifestações, muitas vezes tratadas por meses como resfriados de repetição.
Principais gatilhos
Gatilhos alérgicos
- ácaros da poeira doméstica, presentes em colchões, travesseiros e tapetes;
- pelo, saliva e descamação de cães e gatos;
- fungos que se desenvolvem em ambientes úmidos e mal ventilados;
- baratas e seus resíduos;
- polens de gramíneas e árvores em períodos específicos do ano.
Gatilhos não alérgicos que pioram o quadro
- infecções respiratórias virais;
- fumaça de cigarro, ativa ou passiva;
- ar frio e seco, e mudanças bruscas de temperatura;
- exercício físico intenso sem aquecimento adequado;
- poluição, produtos de limpeza com cheiro forte e perfumes;
- estresse emocional e crises de ansiedade.
Como é feito o diagnóstico?
A avaliação começa com a história clínica. O médico alergista e imunologista faz perguntas sobre o padrão dos sintomas, horários de piora, gatilhos identificados, histórico familiar de alergia e resposta prévia a broncodilatadores.
Os exames que confirmam e complementam o diagnóstico incluem:
- espirometria com prova broncodilatadora, que demonstra a obstrução reversível das vias aéreas;
- pico de fluxo expiratório, útil para monitoramento domiciliar;
- prick test ou dosagem de IgE específica, para identificar os alérgenos envolvidos;
- hemograma com contagem de eosinófilos e dosagem de IgE total;
- fração exalada de óxido nítrico, marcador de inflamação eosinofílica, quando disponível.
Em crianças pequenas, a espirometria tem uso limitado e o diagnóstico se apoia na história clínica, no exame físico e na resposta ao tratamento.
Sinais de alerta para atendimento imediato
Procure serviço de emergência diante de:
- falta de ar intensa que dificulta completar frases;
- lábios ou extremidades com coloração arroxeada;
- uso da musculatura do pescoço e das costelas para respirar;
- sonolência, confusão ou agitação importante;
- ausência de melhora após o uso da medicação de resgate.
Agende sua consulta com a Dra. Ênilis Abreu
Falta de ar, chiado no peito e tosse noturna pedem diagnóstico preciso e tratamento contínuo.
Agende uma consulta com a Dra. Ênilis Abreu, médica alergista e imunologista, para investigar os gatilhos da sua asma, ajustar o tratamento e recuperar a liberdade de respirar bem no dia a dia.
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